Peleja de Riachão com o diabo (ladainha)

Iêêêê

Riachão tava cantando
Na cidade de Açu,
Quando apareceu um nego
Da espécie de Urubù.
Com a camisa de sola,
A calça de couro cru.

Beiços grossos revirados
Como a sola de um chinelo,
Um olho muito encarnado,
o outro bastante amarelo.
Convidou o Riachão
Para ir cantar martelo.

Riachão disse eu não canto
Com nego desconhecido,
Você pode ser escravo
Que tá por aí fugido.

(Diabo) Isso é dar fala a Nambú (bis),
Puxa já nego enxerido.
Eu sou livre como o vento,
A minha linhagem é nobre.
Nasci dentro da nobreza,
Não sai da raça pobre.

(Riachão) Você nega é porque quer (bis),
Está conhecido demais.
Se você não for cativo
Me diga o que você faz
Seja livre ou seja escravo.

Eu quero cantar martelo.
Afine sua viola,
Vamos entrar em duelo.
Sò com a minha presença
O senhor já tá amarelo.

Camará!

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